Propaganda & Marketing

Marketing&Propaganda&Polêmica&Outros bichos

Paris n’existe guère!

Junho 21, 2010 Por: Mário d'Alcântara Categoria: Senta a Púa!

Lá se foi a minha Paris. Tal como Gertrude Stein, eu sempre disse: minha terra é o Brasil, minha cidade é Paris. Paris não existe mais. Em seu lugar há hoje um imenso borborinho africano nas ruas, nos bares, nas lojas. Gente revoltada, animalizada pela dificuldade da vida, espezinhada pela sociedade, e que nos dá o troco insultando, maltratando, vingando-se dessa tragédia da culpabilidade sem causa. Gente de todas as favelas da terra assombram os dias e as noites de Paris. Falam-se, em cada esquina, trinta, quarenta idiomas. Com um precário conhecimento do francês, os vendedores, nas lojas, fazem questão de não se comunicarem, dando as costas aos clientes. O desrespeito é total. Malaios, japoneses, africanos, empoleiram-se na Vitória de Samotrácia, no Louvre, para serem fotografados. Sujeira e fedor por toda parte. Lixo jogado a torto e direito nas ruas, nas calçadas, nos prédios públicos. Voltei da França muito triste. A famosa “civilisation française” foi para o brejo. O jeito é caminhar por entre as sepulturas dos grandes nomes do gênio francês, este, tão defunto quanto os ilustres moradores do Père Lachaise…

Assino embaixo!

Maio 26, 2010 Por: Mário d'Alcântara Categoria: Mundo Brega!

O humorista Danilo Gentili postou a seguinte piada no seu twitter: ”King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?” A ONG Afrobras se posicionou contra: “Nos próximos dias devemos fazer uma carta de repúdio. Estamos avaliando ainda uma representação criminal”, diz José Vicente, presidente da ONG. “Isso foi indevido, inoportuno, de mau gosto e desrespeitoso. Desrespeitou todos os negros brasileiros e também a democracia. Democracia é você agir com responsabilidade” , avalia Vicente. Alguns minutos após escrever seu primeiro “twitter” sobre King Kong, Gentili tentou se justificar no microblog: “Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco? Na piada do King Kong, não disse a cor do jogador. Disse que a loira saiu com o cara porque é famoso. A cabeça de vocês é que têm preconceito. “Mas, calma! Essa não foi a tal resposta genial que está no título, e sim ESTA: “Se você me disser que é da raça negra, preciso dizer que você também é racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos separados por raças. E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça é melhor ou pior que a outra, pois, se todas as raças são iguais, então a divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo dá tudo no mesmo? Quem propagou a idéia que “negro” é uma raça foram os escravagistas. Eles usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos:“Podemos tratá-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra”.Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho de ser da raça negra, eu juro que nem me passa pela cabeça chamá-lo de macaco, mas sim de burro.  Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de veado e ruivo de salsicha, que nada mais é do que ser chamado de restos de porco e boi misturados. Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. E isso pra mim não faz sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco não deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando:- O macaco é o pior de todos. Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa terrível. Graças a Deus não somos macacos. Prefiro ser chamado de macaco a ser chamado de girafa. Peça a um cientista que faça um teste de Q.I. com uma girafa e com um macaco.Veja quem tira a maior nota. Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos, não xingamos diretamente a pessoa, e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do macaco? Mas o que quero dizer é que na verdade não sei qual o problema em chamar um preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo “preto”, pois esse é o nome da cor. Não fica destoante isso: “Branco, Amarelo, Vermelho, Negro”?. O Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy que inspiram meu trabalho, não. Mas se gostam tanto assim do termo negro, ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas, é só uma palavra. E embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que palavras não definem muitas coisas e sim atitudes. Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia escutarem eu dizer: “E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!”.Porém, se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer “Desculpe meu querido, mas já que é um afro-descendente, é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo uma outra mesa muito mais bonita pra você!” Sei que receberei elogios dessas mesmas pessoas; afinal eu usei os termos politicamente corretos e não a palavra “preto” ou “macaco”, que são palavras tão horríveis. Os politicamente corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E acredite: isso é racismo, pois transmite a ideia de superioridade que essas pessoas sentem de si em relação aos seus “defendidos” . Agora peço que não sejam racistas comigo, por favor. Não é só porque eu sou branco que eu escravizei um preto. Eu juro que nunca fiz nada parecido com isso, nem mesmo em pensamento. Não tenham esse preconceito comigo. Na verdade, sou ítalo-descendente. Italianos não escravizaram africanos no Brasil. Vieram pra cá e, assim como os pretos, trabalharam na lavoura. A diferença é que Escrava Isaura fez mais sucesso que Terra Nostra. Ok. O que acabei de dizer foi uma piada de mau gosto porque eu não disse nela como os pretos sofreram mais que os italianos. Ok. Eu sei que os negros sofreram mais que qualquer raça no Brasil. Foram chicoteados. Torturados. Foi algo tão desumano que só um ser humano seria capaz de fazer igual. Brancos caçaram negros como animais. Mas também os compraram de outros negros. Sim. Ser dono de escravo nunca foi privilégio caucasiano, e sim da sociedade dominante. Na África, uma tribo vencedora escravizava a outra e as vendia para os brancos sujos. Lembra que eu disse que era ítalo-descendente? Então. Os italianos podem nunca ter escravizados os pretos, mas os romanos escravizaram os judeus. E eles já se vingaram de mim com juros e correção monetária, pois já fui escravo durante anos de um carnê das Casas Bahia. Se é engraçado piada de gay e gordo, por que não é a de preto? Porque foram escravos no passado hoje são café-com-leite no mundo do humor? É isso? Eu posso fazer a piada com gay só porque seus ancestrais nunca foram escravos? Pense bem, talvez o gay na infância também tenha sofrido abusos de alguém mais velho com o chicote. Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo “negro” ou “afro-descendente” , tudo bem, eu posso fazer isso só pra agradar. Na minha cabeça, você será apenas preto e eu, branco, da mesma raça - a raça humana. E você nunca me verá por aí com uma camiseta escrita “100% humano”, pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça que discute coisas idiotas de uma forma superficial e discrimina o próprio irmão.

UNIPAC-Barbacena

Maio 21, 2010 Por: Mário d'Alcântara Categoria: Propaganda

Vamos confessar: todos nós, cidadãos da capital, temos um certo preconceito com o interior. A cada vez que sou convidado para uma palestra em cidades de Minas que não sejam o meu ninho belohorizontino, principio por recear, até criar coragem e enfrentar a turma.Aconteceu, no dia 18 último, uma surpresa muito boa na minha vida de palestrante. Fui substituir o Juliano Sales, presidente do SINAPRO -MG em uma palestra na Semana da Comunicação da UNIPAC, em Barbacena. Miles de gente nova, dos mais variados cursos daquela escola. Comunicação (é óbvio), Direito, Letras, Ciências Contábeis, Administração.O que me surpreendeu foi o nível de engajamento daqueles meninos. A turma está, definitivamente, ligada. O nível das perguntas ( que foram poucas, lamento) foi dos mais elevados. Gente que anda lendo e vigiando o que fazem a Mother, a 180º, a Crispin,Porter+Bogusky, a Anomaly e outros louváveis e invejáveis manicômios criativos do planeta.Cheguei até a fazer uma matéria no Hoje em Dia de sexta-feira, dia  21.05 sobre uma pergunta que um jovem de cabelo ouriçado me fez e que achei inteligente, por questionar os processos de crossmedia no hibridismo on/offline.Muito boa a meninada da UNIPAC.

Sabedoria da velhice!

Maio 03, 2010 Por: Mário d'Alcântara Categoria: Criatividade!

“Muitas pessoas me perguntam: ‘O que os velhos fazem quando se aposentam?’Bem, eu tenho sorte de ter uma formação em engenharia química, e uma das coisas que eu mais gosto é transformar cerveja, vinho e outras bebidas alcoólicas em urina. ” Harold Schlumberg

Marketing do mesmismo

Abril 18, 2010 Por: Mário d'Alcântara Categoria: Senta a Púa!

Passei o sábado e domingo cumprindo uma missão que eu mesmo me impus: ver televisão. A cabo e aberta. Cento e tantos canais. Só propaganda. Quando começava um filme do gênero farofa, ou seja, “Kung-Fu Contra o Dragão do Mal” ou “ Rambo XX”—hoje as minhas  preferências intelectuais!—eu desligava. Eu tinha de ver o que estava acontecendo no mundo da propaganda.

Ao final do primeiro dia, eu estava profundamente entediado. Na segunda noite, domingo, liguei para meus filhos, a fim de que eles me fizessem companhia, senão eu pulava lá embaixo, na Avenida Afonso Pena. Suicídio por saturação, auto-extermínio por excesso de matéria fecal no cérebro!

Não há nada de novo. Será, meu Deus do céu, que o ser humano se exauriu? Secou-se a seiva, esvaiu-se o fluido criativo, eliminaram-se as sinapses do miolo cerebral humano? É tudo a mesma lengalenga. Comercial de lâmina de barbear, de pasta dental, de sabonete com eliminador bacteriano, de rede de reservas de hotéis, de cerveja, enfim, de um sem número de produtos: nada de novo no front. Insípidos, insossos, insulsos,desinteressantes, tediosos, monótonos. Quem já viu um, já viu todos!

Não há uma centelha criativa sequer, não beleza plástica, não há emoção. E, o que é pior: esqueceu-se, em caráter definitivo, que o objetivo é criar um “ make move”, tirar o consumidor de sua letargia. Em outras palavras: a propaganda deixou de considerar o ser humano como o objetivo de qualquer mensagem, de qualquer esforço de comunicação de marketing.

E eu faço uma pergunta ao anunciante: qual o percentual de seu dinheiro que está sendo jogado fora com propaganda, com marketing de má qualidade?

(Parêntese que julgo muito importante. De que adianta o brilhantismo estratégico do planejamento se a criação não dá conta do recado? Erwin Rommel, que eu cito sempre como um grande planejador, dizia:–“ De nada vale um plano estratégico que não possa ser resolvido taticamente”. Vender biquíni pode ser, estrategicamente, um ótimo negócio. Mas taticamente inviável se sua fábrica estiver em um país arraigadamente muçulmano). Criação é portanto a grande manobra tática do marketing. E sem essa arma empregada para conseguir o máximo de eficácia nas nossas batalhas pela mente do consumidor, nossa luta é uma luta vã, fadada ao malogro.

Será que estou sendo demasiado pessimista?

Tô não. O que há em mim são os valores, os critérios de análise do que tenha sido boa propaganda nos últimos duzentos anos. A Internet e a sociedade da informação podem ter alterado a forma mas nunca a qualidade do conteúdo apto a mexer com a alma, com os corações e mentes do ser humano, tenha ele nascido antes da primeira roda de pedra ou já ser um habitante integrado ao ciberespaço.

Nos vários milênios da história humana sobre a terra, o bicho-homem continua a querer reproduzir-se e sobreviver. Só isso. E para tanto, todas as suas ações estão baseadas nessa busca sôfrega para alcançar essas duas metas. Sobre essas duas forças assenta-se o dilema existencial humano: a eterna busca pela felicidade.

Considero a propaganda como um instrumento facilitador das várias escolhas que o ser humano pode fazer para completar o lado material de sua felicidade. Para isso, no entanto, deve-se salientar, fazer-se destacar, através da emoção, do impacto estético, do estímulo inovador, as vantagens de um produto ou serviço dentre os inúmeros outros produtos congêneres  que  são ofertados. Esse diferencial, essa possibilidade de tornar um determinado produto ou serviço NOTÁVEL entre os demais, é o grande produto da criação em propaganda. Se não há esse diferencial, impera o mesmismo, o “me-tooism” como se diz em inglês. E aí, fracassam todas as possibilidades de escolha. E o ser humano, passa a página ou desliga a televisão. O que é o supremo castigo da má propaganda.

Meu tio Tininho tem uma teoria ótima: deveria haver um aparelho que provocasse uma dor, um beliscão, uma pontada  no cidadão que estivesse apresentando um produto, uma propaganda, um programa de rádio ou televisão.

Assim, o cara saberia que estamos desligando nossos aparelhos, ou mudando de canal. No Brasil de hoje, se houvesse tal aparelho, só haveria, como já advertiam dois Evangelistas, “pranto e ranger de dentes”.

Muito triste. Mas muito merecido.

OI TV:Releitura do Inferno de Dante!

Abril 16, 2010 Por: Mário d'Alcântara Categoria: Senta a Púa!

Não há nada pior do que o tal de call-center das empresas prestadoras de serviço! O pessoal é destreinado e você não tem a quem apelar. O PROCON, a meu ver, não vale nada. Você reclama, reclama, reclama e a titica continua a mesma.Minha novela pessoal, um drama, teve início em 23 de março de 2010. Comprei um pacote de filmes na Oi TV. Viajei. O pessoal da Oi esteve lá em casa, trocou o decodificador analógico pelo decodificador digital, deixou um controle remoto complicado, e mais nada. NENHUM MANUAL DE USO. Liguei para a OI CINCO VEZES. A cada vez uma mocinha me jurava de pés juntos que ia mandar um manual pelo correio. Nada. Voltei a ligar pela sexta vez ontem, dia 15 de abril. Um rapaz chamado Rolmário, burro como uma anta, grosseiro, me disse que não era possível me enviar o manual pelo correio e que eu ” APRENDESSE A MEXER COM O CONTROLE REMOTO SOZINHO”. Desliguei. Voltei a ligar. Uma menina, fina, educada, maior gracinha, me atendeu e me pediu para passar em uma loja qualquer da OI que eles me dariam um manual na hora. Bastava me identificar e apresentar o  CPF. Vamos ver. Vou lá agora….

Abril 16, 2010 Por: Mário d'Alcântara Categoria: Criatividade!, Senta a Púa!

Visite o site do Museu da Comunicação

Abril 08, 2010 Por: Mário d'Alcântara Categoria: Museu da Comunicação

E dê palpites. Critique. Recomende. Diga o que vai na sua cabeça. Como você acha que deve ser um Museu desse gênero. Participe de alguma forma, enfim!

www.museudacomunicacao.org.br

A história de Chapeuzinho Vermelho na imprensa brasileira

Abril 07, 2010 Por: Mário d'Alcântara Categoria: Senta a Púa!

Veja as diferentes maneiras de contar a mesma história.

  Jornal Nacional  (William Bonner): ‘Boa noite. Uma menina chegou a ser  devorada por um lobo na noite de ontem…’  (Fátima Bernardes): ‘… Mas a atuação de um lenhador evitou a tragédia. ‘   Programa da Hebe  ’… Que gracinha, gente! Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?’   Cidade Alerta  (Datena): ‘… Onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? A menina ia pra casa da vovozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva… Um lobo, um lobo safado. Põe na tela, primo! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não!  Superpop   (Luciana Gimenez): ‘Geeente! Eu tô aqui com a ex-mulher do lenhador e ela diz que ele é alcoólatra, agressivo e que não paga pensão aos filhos há mais de um  ano. Abafa o caso!’ Globo Repórter (Chamada do programa): ‘Tara? Fetiche? Violência? O que leva alguém a comer, na mesma noite, uma idosa e uma adolescente? O Globo Repórter conversou com psicólogos, antropólogos e com amigos e parentes do Lobo, em busca da resposta. E uma revelação: casos semelhantes acontecem dentro dos próprios lares das vítimas, que silenciam por medo. Hoje, no Globo Repórter. ‘Discovery Channel Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver.Revista Veja Lula sabia das intenções do Lobo.Revista Cláudia Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.Revista Nova Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama! Revista Isto É Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.Revista Playboy (Ensaio fotográfico do mês seguinte): ‘ Veja o que só o lobo viu’.Revista Vip As 100 mais sexys - desvendamos a adolescente mais gostosa do Brasil!Revista G Magazine (Ensaio com o lenhador) ‘O lenhador mostra o machado’. Revista Caras(Ensaio fotográfico com a Chapeuzinho na semana seguinte):Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: ’Até ser devorada, eu não dava valor pra muitas coisas na vida. Hoje, sou outra pessoa. ‘Revista Superinteressante Lobo Mau: mito ou verdade?Revista Tititi Lenhador e Chapeuzinho flagrados em clima romântico em jantar no Rio.Folha de São Paulo Legenda da foto: ‘Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador’. Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.O Estado de São Paulo Lobo que devorou menina seria filiado ao PT.  O Globo Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT, que matou um lobo para salvar menor de idade carente. O Dia Lenhador desempregado tem dia de herói Extra Promoção do mês: junte 20 selos mais 19,90 e troque por uma capa vermelha igual a da Chapeuzinho! Meia hora Lenhador passou o rodo e mandou lobo pedófilo pro saco! O Povo Sangue e tragédia na casa da vovó.

O que o General Mourão Filho, que jamais conheceu Lula, escreveu no início dos anos 70:

Abril 05, 2010 Por: Mário d'Alcântara Categoria: Senta a Púa!


‘Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto e vinte e quatro horas depois uma horda de aduladores estará à sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo o que faz está certo.

Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista. E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso’.

Mourão Filho, Olympio.” Memórias: a verdade de um revolucionário”. Porto Alegre, L&PM, 1978. Pag. 16


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